sábado, 30 de abril de 2011

Nova resolução da Câmara de Pesquisa e Pós-graduação fortalece a iniciação científica na UnB

O fomento à Iniciação Científica (IC) na UnB é, sem dúvidas, uma política bem sucedida. Com quase duas décadas de existência, alguns indicadores do Programa de Iniciação Científica (ProIC) da UnB são reveladores de sua pujança: realização de 16 congressos de IC; apresentação de cerca de 15 mil trabalhos; indução à produção científica; participação expressiva nas Reuniões Anuais da SBPC; contribuição, em longo prazo, para a formação de pesquisadores e docentes, sobretudo, para as IFES. Cumprindo com um de seus compromissos, o DPP praticamente dobrou o número de bolsas de IC: de 453 em 2008 para 852 em 2010. Considerando apenas o Edital 2010-11 do ProIC devem ser investidos cerca de 3,5 milhões de reais em IC na UnB.

Cabe, contudo, ressaltar que a evolução sustentável do fomento à IC na UnB requer transpor diversos limites existentes. Entre eles, merecem destaque: (a) o expressivo contingente de docentes e discentes na UnB que não participam do ProIC/DPP; (b) a importância de se incrementar a integração acadêmica da graduação com a pós-graduação na UnB; e (c) a necessidade de se aprimorar a estrutura operacional de gestão do ProIC.

Foi com base na análise de conjuntura da IC na UnB e no acúmulo de experiência de dois anos de gestão do ProIC que o Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação submeteu à Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação (CPP) um projeto de Resolução visando aprimorar a política de fomento à IC na nossa instituição. A submissão do projeto à CPP foi precedida da consulta pública interna à comunidade acadêmica da universidade, na qual se buscou aprimorar o seu conteúdo.



Após a análise, o debate e as alterações ao texto do projeto, a CPP aprovou, por unanimidade, a Resolução 001/2011 que estabelece um novo marco de referência da IC na UnB.

Quais são as principais mudanças que a Resolução inaugura:

01. Atualiza os objetivos do Programa, inserindo a participação de alunos do ensino médio e a inserção no mercado de trabalho como um dos atributos do perfil do egresso.

02. Estabelece uma definição de referência de IC, preenchendo uma lacuna conceitual existente agregando uma melhor fundamentação para essa política de fomento.

03. Amplia o perfil dos candidatos a participantes do ProIC, podendo se candidatar: (a) excepcionalmente, docente com título de mestre; (b) docente com vínculo em tempo parcial; e doutorando já aprovado no exame de qualificação do projeto de tese e que tenha anuência de seu orientador

04. Cria um Comitê Assessor do ProIC, constituído por seis integrantes: um titular e um suplente das três grandes áreas de conhecimento (Ciências da Vida, Artes e Humanidades, Ciências Exatas e Tecnologias).

05. Formaliza o reconhecimento institucional dos melhores trabalhos de IC por meio da premiação a ser feita com base em avaliação de Comitê Externo à UnB.

O texto da Resolução 001/2011, proposto pelo DPP e aprovado pela CPP se alinha ao processo de mudanças que tem no REUNI sua referência maior e, sobretudo, ao novo perfil de docentes da UnB. Mais do que isso: as mudanças introduzidas por ela estão também em compasso com a Resolução Normativa 017/2006 do CNPq e, em especial, os Anexos II e III. Estão em sintonia igualmente com o que preconiza o CNPq quando estabelece que as instituições devem “ter uma política para iniciação científica” e devem “envidar esforços para a ampliação do Programa de Iniciação Científica com recursos próprios”.

O novo edital do ProIC 2011 incorpora as mudanças introduzidas pela Resolução 001/2011 e abre novas perspectivas de participação da comunidade acadêmica da UnB. Nos próximos anos, teremos dados empíricos para avaliar os efeitos da nova Resolução da CPP sem abrirmos mão das exigências de excelência acadêmica (projetos qualificados e docentes produtivos) como critérios basilares do Comitê Institucional Gestor (CIG) para uma efetiva participação no ProIC/DPP da UnB.

* Diretor de Fomento à Iniciação Científica, DPP/UnB.

** Decana de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Brasília.
 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bate-papo Acadêmico com PET-POL

Obs.: O Bate-Papo Acadêmico é um evento realizado semestralmente pelo PET-POL, que nesse ano de 2011 pesquisa os fundamentos da legitimidade de modelos europeus de estados nacionais e processos de colonização.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

CALOURADA UnB

alouradaJá está pronto para a Calourada UnB? Festa que envolve vários Centros Acadêmicos da Universidade de Brasília e o DCE.

Acontece no dia 14 de Maio, no Centro Comunitário Athos Bulcão, na UnB. A partir das 20h começa a edição 1/2011 da Calourada!

COMPAREÇA!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Discutir o trote é mesmo importante?

Na quarta-feira dia 06 de abril de 2011, o CAREL (Centro Acadêmico de Relações Internacionais) organizou uma atividade diferente para os calouros do curso: um debate sobre o trote. A atividade se inseria na Semana do Calouro de REL organizada pelo CA. A Semana do Calouro contava ainda com uma aula sobre os projetos de extensão da UnB, Aula Magna ministrada pelo ex-ministro Celso Amorim, visita ao Itamaraty e Senado entre outras atividades.

A maioria das atividades até então realizadas contou com um razoável público dentre os 56 novos calouros, porém o debate sobre o trote parece não ter atendido aos interesses dos novos alunos e surpreendeu ao CAREL ao não ter nenhum interessado.

O CA organizou o debate convidando três alunos para compor a mesa: Manuela, aluna de medicina, organizadora de um projeto de recepção dos calouros de medicina que ocorre em Ceres- GO; Sólon Carvalho, aluno do 5º semestre de REL e integrante do DCE; e André Maia, já graduado em Relações Internacionais e no momento graduando de Direito na UnB.

A ideia era que os componentes da mesa utilizassem seus argumentos em relação ao trote para incitar a discussão entre os calouros e outros alunos de REL que se interessassem em participar da discussão, e com isso que a questão do trote fosse debatida mais a fundo. A gestão atual do CAREL sempre considerou importante se osicionar em relação ao trote, mas optou por não fazê-lo sem antes levar a discussão aos alunos, e resolveu iniciar a discussão com os calouros que em tese são os principais interessados na questão já que eles possivelmente sofrerão o trote ainda esse semestre.

No curso de Relações Internacionais o trote é aplicado pelo 2º semestre do curso, envolve bastante sujeira com tinta, ovo, farinha, óleo, entre outras coisas, e os calouros arrecadam dinheiro no sinal para a realização de um churrasco.

O debate pretendia abordar questões além do fazer ou não fazer o trote, como os motivos de praticar o trote, as consequências, se as pessoas devem ter a liberdade de aplicar e receber o trote, se os calouros querem ou não receber trote, entre outras questões pertinentes em relação ao tema.
Porém, a organização da atividade pelo Centro Acadêmico fez-se desnecessária, pois nenhum calouro apareceu para o debate. Repetindo: nenhum! Tal fato surpreendeu a todos já que os calouros parecem não ter interesse nenhum em discutir o trote que eles próprios sofrerão!

O que é possível deduzir desse fato? Que os calouros querem sim o trote? Que eles não se importam em recebê-lo? Não é possível saber ao certo a opinião deles, mas disso pode-se deduzir que todo o empenho em discutir o trote faz-se desnecessário se os próprios interessados não se importam em defender uma posição.

A comunidade toda está discutindo e debatendo com vigor esse tema. Notícias lotaram jornais e até às vias de fato as pessoas foram em função do trote. Daí, supreendentemente, uma turma INTEIRA nega-se a discutir a questão. Foi fato isolado ou é o caso de se descobrir se tal discussão é realmente necessária ou mero paternalismo e que esse assunto simplesmente não importa?



Centro Acadêmico de Relações Internacionais - CAREL

Universidade de Brasília

7 de abril de 2011

Oportunidade de Intercâmbio!

Caro(a) aluno(a),

Informamos aos interessados que se encontram abertas as inscrições para o programa de bolsas parciais de estudos na University of La Verne – Estados Unidos – www.laverne.edu.

Essa instituição é uma fundação privada sem fins lucrativos com interesse em atrair alunos de países emergentes. As bolsas de estudos referem-se aos programas de férias e correspondem 70% de redução sobre o custo normal do curso e da hospedagem, além de subvenções para passagens aéreas. O objetivo destes programas é oferecer a oportunidade ao aluno de aprofundar conhecimentos em Administração de Empresas em suas áreas de interesse, em conjunto ao desenvolvimento do idioma inglês e ter uma experiência internacional - objetivos de todos os jovens profissionais de hoje.

Neste momento, são oferecidos 6 programas distintos: Strategy & Marketing, Finance & Accounting, Public Administration, Human Resources Management, Advanced Topics in Project Management e Business English-First Lessons.

Características dos programas:

- Duração: 3 semanas em janeiro ou julho com aulas e visitas a empresas em período integral

- Idioma: integralmente em inglês, exigindo-se proficiência em no mínimo nível intermediário (exceto para o programa Business English-First Lessons, voltado para iniciantes no estudo da língua inglesa)

Processo seletivo para o programa de bolsas de estudo parciais (cobrindo 70% dos custos do programa e hospedagem):

Os alunos deverão solicitar mais informações sobre os cursos e critérios de concessão de bolsas por meio do endereço eletrônico profricardobritto@gmail.com até o dia 25 de abril.

Enviaremos aos interessados folders eletrônicos com o descritivo detalhado do programa de interesse, com todas as informações cabíveis, além do formulário específico para solicitação de bolsa de estudos.



Atenciosamente,

Prof. Dr. Ricardo Britto

Doutor em Administração pela FEA/USP

Representante da University of La Verne

Honorary Research Fellow da Exeter University – Reino Unido

DESS (MBA Francês) pela Université Pierre Mendes – France