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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Climate Change?


As ruas da Bela Copenhague amanheceram cheia de neve e os termômetros marcavam – 3º logo pela manhã. Graças a Deus, e ao corte no número de credenciais das ONGs, hoje não tinha fila para entrar no Bella Center.

Enquanto nas ruas a temperatura caiu cada vez mais, do lado de dentro do Bella Center a coisa esquentou. Hoje foram reabertos grupos de Contato e o que não faltou foi gente correndo pra cima e pra baixo, sem saber pra onde ir, em que sala se daria as reuniões de seu grupo... Encontrei um negociador brasileiro no banheiro e ele estava tão perdido quanto eu. Acho que foi surpresa para todos a reabertura dos grupos de contato em um momento em que o que se espera é a confecção de um acordo.

Ao que parece, os grupos de contato tem até as 22hs de hoje para chegarem a um acordo que possa ser submetido à apreciação do dito high level.

Bem, resta a dúvida: em um dia conseguirão fazer o que não se mostrou possível no decorrer das últimas duas semanas? O mundo espera uma resposta.

Mexerico: estava eu no trem, bem tranqüilo quando conheci um francês que trabalha como tradutor (dinamarquês-francês) para a delegação da França. Quando ficou sabendo que eu era brasileiro, deu logo com a língua nos dentes: estávamos com seu presidente LuLá agora mesmo. Talvez vcs já saibam do que eu vou dizer (vcs sabem mais pela TV do que nós que estamos aqui), mas segundo ele Sarkô e Lulá discutiram um repasse de verbas da EU para Brasil (20 bilhões de dólares) e África (100 bilhões de dólares) até 2020, quando também a EU se compromete a ter reduzido suas emissões em 30 % (número expressivo face aos 3% propostos pelos EUA).

Outro ponto é uma reunião hoje a noite, no palácio Real Dinamarquês, onde a idéia é que durante a madrugada de hoje construam-se as redes para um acordo que na melhor das hipóteses, caso ocorra, será feito às pressas.

Os entraves maiores seguem sendo EUA e China. Vamos ver o que o Queridinho do mundo nos trás amanhã.

A propósito, Obama chega amanhã e já avisaram no trem que os atrasos serão de no mínimo 20 minutos. Se hoje a neve já atrasou mais de 30 minutos os trens, imagino amanhã...Como diz mamãe, quando os gatos chegam, recolhem-se os ratos!Portanto, amanhã bem cedo parto para Madrid. Prefiro não ficar para a confusão.Infelizmente, o final da COP só pela TV.

Grande abraço,

Até a próxima!!

Pedro.

Ligeiro desabafo... Relscore no COP-15

" Sem querer dizer nada mas...o AMUN ta mais bem estruturado!"
- Pedro


Olá, Pessoal do Blog!
Peço desculpas pela demora para escrever daqui da COP15.
Fiquei de enviar ao CAREL há 2 dias algumas palavrinhas sobre o que se passa pelas bandas de cá e ainda não o fiz. Comprometi-me a enviar algo sobre a reunião plenária que acompanhava mas a reunião não saiu como esperava. Decidi escrever mesmo assim, para passar-lhes a impressão que tenho tido do evento.

Estávamos aqui no Plenário I- Tycho Brahe onde a discussão girava em torno da criação de um novo protocolo, o que significaria, em outras palavras, o abandono do Protocolo de Kyoto e suas metas, ou, por outro lado, a manutenção desse último protocolo por meio de emendas. Lá pelas tantas, começou um “ vulco-vulco” no meio do plenário que eu não estava entendendo o motivo. Muito bem, Tuvalu havia proposto a discussão de emendas ao protocolo. Na verdade, grande parte dos países do sul defendem a manutenção do protocolo. O argumento é que é o único instrumento jurídico vinculante existente no momento sobre matéria ambiental.

Não foi a proposição das emendas que causou desconforto no plenário, mas a sugestão de que essas emendas fossem discutidas informalmente. Enfim, Tuvalu subiu nas tamancas e disse que se não fosse pra tratar das coisas de maneira oficial, não via motivos para estar ali, e portanto, se retiraria!( A propósito, não sei onde foram contratados os delegados desse país, mas eles tão mandando ver!!).

O desfecho dessa história, foi digno da COP 15. A mesa pediu 10 minutos para discutir o assunto e depois de 30, pediu para mantermos o decoro e encerrou a sessão. Ok..Fomos almoçar e voltamos às 14hs, como estava previsto no Schedule. Até as 17hs, fiquei esperando pelo menos uma notícia de que não ia mais haver sessão...mas nada!ficamos lá por 3 horas sem sequer um avisinho de post it pra dizer que deveríamos ir pra uma outra reunião ou voltar pra casa. (resumindo: nem sei no que deu. No dia seguinte fui assistir palestras no Espaço Brasil).

Enfim, a parada está meio desorganizada. Sem querer dizer nada mas...o AMUN ta mais bem estruturado!rs Ontem fui pra um castelo medieval no meio do nada, quase na Suécia, numa distância e frio de enlouquecer pra uma reunião que estava agendada na programação distribuída no início do dia e chegou lá tinha que pagar 220 Euros pra entrar na sala . Ninguém avisou nada...Junto comigo voltaram mais tantos outros que caíram em mais uma das imprecisões da organização de COP 15.

PS: Neste exato momento estamos, novamente, mais de uma hora atrasados para o início da reunião plenária! Tem uma galera da Alemanha cantando: And I Say: Hey, Ye, Ye, Yehe ... Hey, Ye ye, I said Hey, What’s going on!! (Ops, Polícia no local. Droga…Please don’t stop the Music=p). Já que não temos nem música nem sessão, vou ouvir a música no Youtube. Quem quiser me fazer companhia: http://www.youtube.com/watch?v=k0l4TofljsU.
Forte abraço e até a próxima.

Pedro

Pedro Henrique Silve Pereira, 5º semestre de Relações Internacionais (Relscore) da UnB,
integrante da delegação brasileira à COP-15. a convite da

Coordenadoria de Comunicação, escreve para Carel.log.

Relmadrid 5:3 Relssaca. Grande Final do COPA-REL


Apesar da animação da torcida, Relssaca não pôde vencer a Relmadrid, que também contava com uma torcida entusiasmada.

O final foi de 5 a 3, no jogo realizado na noite do dia 8 de dezembro de 2009, no campo em frente do Banco Real, Campus Universitário Darcy Ribeiro.












Fotógrafa: Teresa Bosco

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Palestra do Ministro de Defesa Nacional do Portugal


- Foi conferida no dia 11 de setembro de 2009 às 11 horas no Salão de Atos da Reitoria, UnB, uma palestra do Ministro de Defesa Nacional Nuno Teixeira, com tema "Defesa na União Européia." Com a presença de alunos, professores e autoridades no local. Ministro Nuno expôs historicamente os dobramentos da Segurança Coletiva da Europa, na gradual integração regional.-

fotógrafo: Yu, CC - CAREL

Nuno Severiano Teixeira
Dados Pessoais
Nascido em 5 de Novembro de 1957, na Guiné-Bissau
Habilitações Académicas
* Agregado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2005)
* Doutorado em História das Relações Internacionais pelo Instituto Universitário Europeu de Florença (1994)
* Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1981)
Cargos Académicos
* Director do Instituto Português de Relações Internacionais- Universidade Nova de Lisboa, IPRI-UNL (2003 a 2006)
* Professor no Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (desde 1999)
* Visiting Fellow no Centro de Estudos Europeus da Universidade Califórnia, Berkeley (2003)
* Visiting Professor do Departamento de Government da Universidade Georgetown (2000)
* Investigador do Instituto Universitário Europeu de Florença (1989 a 1992)
Cargos Públicos
* Director do Instituto da Defesa Nacional (1996 a 2000)
Cargos governamentais exercidos
* Desde 03.07.2006
Ministro da Defesa Nacional do XVII Governo Constitucional
* De 14.09.2000 até 06.04.2002
Ministro da Administração Interna do XIV Governo Constitucional

Autor de:
* «Portugal e a Integração Europeia 1945-1986», Círculo de Leitores, Lisboa, 2007 (em colaboração com António Costa Pinto)
* «A Europa do Sul e a Construção da União Europeia», Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa, 2005 (em colaboração com António Costa Pinto)
* Coordenador da «Nova História Militar de Portugal», 5 volumes, Círculo de Leitores, Lisboa, 2003
* «Soutthern Europe and the Making of the European Union», Columbia University Press, New York, 2002 (em colaboração com António Costa Pinto)
* «A Primeira República Portuguesa. Entre o Liberalismo e o Autoritarismo» , Edições Colibri, Lisboa, 2000
* «Portugal e a Guerra - História das intervenções militares portuguesas nos grandes conflitos mundiais do século XX», Edições Colibri, Lisboa, 1999
* «L'Entrée du Portugal dans la Grande Guerre. Objectifs Nationaux et Stratégies Politiques», Economica, Paris, 1998
* «O Poder e a Guerra. Objectivos nacionais e estratégias políticas na entrada de Portugal na Grande Guerra 1914-1918», Editorial Estampa, Lisboa, 1996
* «O Ultimatum Inglês. Política Externa e Política Interna no Portugal de 1890» Edições Alfa, Lisboa, 1990
foto: Ministério de Defesa de Portugal

FoCORI- Primeiro Fórum Centro-Oeste de Relações Internacionais


- Concluiu o primeiro Fórum Centro-Oeste de Relações Internacionais, realizado durante os dias 05, 06 e 07 de setembro, na Faculdade de Saúde - UnB.

O Evento uniu cerca de 250 professores e alunos de todo o Brasil. Debates, Mesas-Redondas, Mini-cursos etc animaram o público.

O Fórum Centro-Oeste de Relações Internacionais (FoCO RI) propõe-se a ser um novo espaço de fomento à pesquisa acadêmica em Relações Internacionais. A iniciativa procura criar um novo espaço que aproxime profissionais – praticantes, pesquisadores e professores da área – dos estudantes de graduação e pós-graduação. Assim, o FoCO RI almeja servir também como referência para o debate das relações internacionais contemporâneas sob o ângulo da pesquisa.

O evento intenta promover a aproximação entre os diversos centros de estudo na área de Relações Internacionais, além de incentivar o fortalecimento de uma cultura de debate, cooperação e produção acadêmica conjunta entre os estudantes de graduação e pós-graduação de Relações Internacionais de todos estes centros. Busca também estabelecer um espaço capaz de estimular discussões que possam contribuir para o ensino, a pesquisa e a prática profissional na área de relações internacionais no país.

Com a finalidade de alcançar os objetivos propostos, o evento contará com os seguintes trabalhos: mesas redondas, mini-curso e cine-debate durante os quais serão debatidas e apresentadas as várias fontes, técnicas e áreas de pesquisa em Relações Internacionais, com ênfase aos seguintes temas: Filosofia da Ciência, América do Sul, Estados Unidos e Segurança Internacional e BRICS.

A comissão organizadora é composta por estudantes universitários e conta também com a cooperação de professores e de instituições como o Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília e o Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores. Faz-se importante ressaltar que, por ser um Fórum, o evento pretende realizar-se anualmente e deverá divulgar gratuitamente por meio eletrônico os principais produtos do evento.

vejam as fotos: http://picasaweb.google.com.br/carrelunb/FoCORI#

Fotógrafo: Yu, Coordenadoria de Comunicação - CAREL

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Badie critica ONU e União Europeia

Bertrand Badie propõe novo modelo para os órgãos internacionais e sugere novo olhar sobre problemas como a fome e a malária.
Marcelo Brandt/UnB Agência
Número de vítimas da fome no mundo é uma evidência da incapacidade da ONU, diz Bertrand

Joana Wightman - Da Secretaria de Comunicação da UnB- -

- O mundo globalizado ainda não conseguiu acabar com a fome e a miséria. Para o professor de Ciência Política e chefe do Instituto de Relações Internacionais da Universidade Science Po de Paris, Bertrand Badie, é preciso reinventar o modelo de entidades internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).

“O formato desses órgãos é ineficiente. A fome mata 2,8 mil pessoas a cada três horas, o que equivale ao mesmo número de mortes dos atentados do World Trade Center. Essa é uma evidência que a ONU é incapaz de resolver esse problema e mediar conflitos mundiais”, destaca. Bertrand também critica o modelo de integração regional, como a União Europeia.

Para o professor, a comprovação da ineficácia é a incapacidade dos países do bloco conterem o avanço da crise econômica mundial. “Está desajustado pela falta de integração. O formato não é o mais apropriado e pede uma inovação. Na teoria é perfeito, mas na prática não funciona”, reflete.
Marcelo Brandt/UnB Agência
Badie: precisamos de novos atores e novas representações internacionais


Bertrand Badie ministra a palestra O olhar francês nas relações internacionais nesta quarta-feira, 2 de setembro, na Universidade de Brasília. Ele Badie acredita que os intelectuais do Brasil e da França estão preparados para discutir novas ideias e soluções para os dois maiores desafios da era da globalização: a segurança alimentar e a saúde humana. “A população morre não é pela bomba que o Irã está desenvolvendo, e sim pela fome e por doenças. A malária, por exemplo, mata mais de 2 milhões de pessoas por ano”, aponta.

Ele avalia que, no “novo mundo”, não há mais polarização e os problemas passam a ser comuns. No entanto, a mudança ainda está em curso e se baseia na autonomia das nações. “Cada país joga o seu próprio jogo. Vivemos uma fase em que precisamos de novos atores e novas representações internacionais para diminuir a discrepância gerada pela bipolaridade”, observa.

A fome e a miséria dos países africanos, diz ele, passam a afetar as nações como um todo. “O problema é nosso. Temos que inventar novas práticas de relações com os países africanos e asiáticos.” Bertrand Badie acrescenta que o papel dos intelectuais, estudantes e pesquisadores é popularizar a visão sobre as mudanças e chamar os cidadãos para o debate sobre uma nova comunidade global.

SERVIÇO

Palestra com Bertrand Badie, professor da Universidade Science Po de Paris
Tema: O olhar francês nas relações internacionais
Data e horário: 2/9 (quarta-feira), às 10h
Local: Auditório Joaquim Nabuco, FA, campus do Plano Piloto

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Doutor Honoris Causa Immanuel Wallerstein

Marcelo Brandt/UnB Agência

UnB homenageia Immanuel Wallerstein

Sociólogo estadunidense participa de colóquio organizado pelo Instituto de Ciência Política e recebe título de Doutor Honoris Causa
Maiesse Gramacho - Da Secretaria de Comunicação da UnB



A homenagem foi concedida pela contribuição do pesquisador ao pensamento político e econômico internacional – há 35 anos, Wallerstein lançou o livro O sistema mundial moderno e abriu uma nova perspectiva de análise para as ciências sociais. Suas ideias foram fundamentais para o surgimento da Teoria do Sistema-Mundo, que privilegia a avaliação da realidade mundial como um complexo sistema de trocas econômicas.

“Estamos homenageando uma pessoa que deu imensa contribuição para o desenvolvimento das ciências sociais na segunda metade do século XX e que ainda terá desdobramentos no século XXI”, afirmou o professor Antonio José Escobar Brussi, coordenador do III Colóquio sobre Economia Política do Sistema-Mundo, em que Wallerstein foi o convidado de honra. O encontro começou na quarta-feira, 26, e foi concluído na tarde de hoje, com a homenagem.

A solenidade de concessão do título de Doutor Honoris Causa foi conduzida pelo reitor José Geraldo de Sousa Jr., e lotou o Auditório Dois Candangos de professores, alunos e admiradores do professor estadunidense. Falando em português, Wallerstein agradeceu a honraria. O sociólogo disse, ainda, que o Brasil tem grande importância para o sistema mundial. “E possui uma comunidade intelectual e universitária muito positiva, reativa e influente”, elogiou.

Antes de receber a homenagem, Wallerstein falou com exclusividade à UnB Agência e revelou estar “feliz por passar a fazer parte da ‘família’ da Universidade de Brasília”.

Isabela Lyrio/UnB Agência
Wallerstein: "Crise ainda vai continuar por longo tempo"

UnB Agência – Que balanço faz do III Colóquio sobre Economia Política do Sistema-Mundo, realizado pelo Instituto de Ciência Política?
Immanuel Wallerstein –
O encontro foi muito interessante porque permitiu uma discussão ativa, com comentários pertinentes sobre a importância e as limitações da perspectiva de sistemas-mundo. Por isso, penso que o encontro foi um êxito.

UnB Agência – No contexto mundial de crise econômica, como o senhor observa a atuação brasileira para enfrentar o problema?
Wallerstein –
A crise é um tópico enorme, e não teria como responder brevemente. Eu diria que o Brasil, como certos países – China e Índia, por exemplo – vive a crise com menos dificuldades que os Estados Unidos, a Europa Ocidental e, evidentemente, os países mais pobres do mundo. Mas, mesmo assim, a crise é generalizada. E se um país ou outro a vive mais ou menos intensamente, é menos importante que as consequências para o sistema total. Para o sistema total, a crise vai continuar ainda por um longo tempo.

UnB Agência – Por que o senhor diz que países como Brasil e China enfrentam a crise com menos dificuldades que outros?
Wallerstein –
Isso é medido por fatores muito simples. O grau de desemprego é o critério mais importante nessa questão, porque o sofrimento, a insatisfação do povo determina a estabilidade dos governos. E quando há uma situação em que os governos têm menos ingressos e mais despesas, a diferença entre essas duas cifras também compromete sua estabilidade. Por isso, eu diria que o Brasil, até o momento, sofre menos que certos países.

UnB Agência – O senhor rejeita a expressão “terceiro mundo”, e prefere uma divisão entre centro, semiperiferia e periferia. Por quê?
Wallerstein –
Quanto à expressão “terceiro mundo”, não é que eu seja contra. Mas esse foi um conceito da Guerra Fria para determinar os países que rechaçavam a polarização entre Estados Unidos e a União Soviética e que insistiam na ideia de que poderiam fazer suas próprias políticas. Como hoje não há mais Guerra Fria, não há razão para utilizar essa expressão. Já as noções de “centro” e “periferia” são uma constante no mundo há séculos, por isso me parece muito útil utilizá-las. Ou, ainda, como preferem alguns, “norte” e “sul” – como referência fácil às desigualdades mundiais.

UnB Agência – Seguindo esse raciocínio, como o Brasil estaria classificado?
Wallerstein –
Na qualificação “centro”, “semiperiferia” e “periferia”, o Brasil é claramente um poder semiperiférico. Um país ascendente que, do ponto de vista econômico, ainda não está entre os países mais fortes economicamente, mas que é relativamente forte. A política brasileira, que visa fortalecer a posição do Brasil no sistema-mundo e torná-lo o líder de um bloco sul-americano, é clara. A política internacional de Lula é um êxito – ele sofisticou essa política de forma impressionante. No plano interno, entretanto, Lula fez muito menos do que prometeu e, por isso, há uma grande decepção entre seus seguidores.

UnB Agência – O Brasil poderia chegar a ser um país "centro"?
Wallerstein –
Se a economia-mundo capitalista sobreviver por mais tempo, um século, por exemplo, talvez. Mas, para mim, a economia-mundo capitalista vive um período de transição, e penso que não vai sobreviver como sistema.

UnB Agência – Sua visita à UnB também serve para que a universidade lhe conceda o título de Doutor Honoris Causa. Como recebe a homenagem?
Wallerstein –
Para mim, esse reconhecimento é muito importante e gratificante. Sinto-me feliz por passar a fazer parte da "família" da Universidade de Brasília.

Mensagem original por UnB Agência.

domingo, 23 de agosto de 2009

Notícias UnB: Ciclo de Colóquios e Exposição "Os Espaços-Tempos do Brasil"



Ciclo de Colóquios e da exposição “Os espaços-tempos do Brasil”, realizada no âmbito do Ano da
França no Brasil.

Data: 3 de setembro, a partir das 9h

Local: Auditório da Reitoria

O evento da UnB será no dia 3 de setembro, a partir das 9h, no Auditório da
Reitoria. Discutiremos sobre Brasil e França na Globalização.

Entrada franca.

Temas: multilateralismo, questões sociais, questões ambientais e segurança/conflitos.

Palestrantes serão Bertrand Badie, Guillaume Devin, entre outros.

Programação Completa do Ciclo de Colóquios e Exposição "O espaços-tempos do Brasil"

Mensagem Original por Profª Ana Flávia, via e-mail.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Notícias UnB: Aula de Inquietação com Miguel Nicolelis


O Magnífico Reitor da Universidade de Brasília José Geraldo de Sousa Junior convida para a Aula de Inquietação,

Data: 21 de agosto de 2009, às 10h
Local: Teatro de Arena
Convidado: Miguel Nicolelis

Miguel Nicolelis, considerado um dos 20 maiores cientistas da atualidade segundo a edição norteamericana da revista "Scientific American". Seu nome é presença constante nas listas de apostas para o prêmio Nobel de Ciência.

Formado em Medicina na Universidade de São Paulo (USP), Nicolelis hoje é professor de Neurobiologia e Engenharia Biomédica da Duke University, na Califórnia do Norte (EUA). Também lidera o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de NAtal - Edmond e Lily Safra, na capital do Rio Grande do Norte.

RECADO EXCLUSIVO PARA OS CALOUROS:
O kit boas-vindas, com material institucional a respeito da UnB, será distribuído aos calouros a partir das 9h no local do evento.

mensagem original pela ieda@unb.br

Notícias IREL: O Olhar Francês nas Relações Internacionais


- O Instituto de Relações Internacionais convida a comunidade para a palestra do Prof. Bertrand Badie, da Sciences Po de Paris.

O tema é O Olhar Francês nas Relações Internacionais“.

Dia e horário: 2 de setembro às 10h.

Local: Auditório Joaquim Nabuco, prédio da FACE.




- Mensagem original pela
website do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília - IREL

French Political Scientist, Bertrand Badie, Professor at Sciences Po University, specialist in International Relations. His latest book is "Le Diplomate et l'intrus", (The Diplomat and the intruder), Fayard, 2008

Foto:
Manuel Cohen © copyright . http://www.manuelcohen.com/

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Aula Magna de Abertura do Semestre Acadêmico de Relações Internacionais


Caros alunos, funcionários e professores do Instituto de Relações Internacionais,


É com grande satisfação que o Centro Acadêmico de Relações Internacionais
(CAREL) da Universidade de Brasília, apoiado pelo Instituto de Relações
Internacionais (IREL) da mesma universidade, convida a comunidade acadêmica
para a Aula Magna de Abertura do Semestre Acadêmico de Relações
Internacionais:



Tribunais Internacionais Contemporâneos: a Questão do Acesso à Justiça Internacional

Palestrante: Prof. Dr. Antônio Augusto Cançado Trindade

Juiz da Corte Internacional de Justiça, Ex-Presidente da Corte
Interamericana de Direitos Humanos e Professor Titular da Universidade de
Brasília.

Data: 19 de agosto de 2009, quarta-feira, às 16 horas

Local: Auditório Joaquim Nabuco, Prédio da FACE (FA), Campus Darcy
Ribeiro, Universidade de Brasília.

Àqueles que intencionam assistir à aula magna, o Professor Cançado Trindade
sugere a leitura do capítulo XXIII (Anexos Documentais) de seu livro:
TRINDADE, Antônio A. C. Direito das Organizações Internacionais.
edição. Belo Horizonte: Editora Del Rey, 2003. pp. 785-810. O material se
encontra disponível na Biblioteca Central ou na pasta de número 99 na xerox
da FA, em nome do CAREL.

Contamos com a participação de todos.

Atenciosamente,


Coordenadoria Acadêmica
E-mail: carel.academico@gmail.com


Coordenadoria-Geral
Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CAREL) – Gestão Eficiência


terça-feira, 21 de julho de 2009

Teste_Carel_Log 1




  1. Testando sobre o layout do Blog.
  2. Colorido: Carel_Log
  • paráfragos
  • parágrafos
  • pagáfraros.
  • pafágrafos:
Imagens:
Textos: falo sobre a coordenadoria da Comunicação. Na verdade só estou
compilando e resumindo as idéias propostas pela gente e propostas para
a gente. Seriam as seguintes metas para a gestão EIU:

1- Estabelecimento de um blog do CAREL, com mecanismos de: 1. a
divulgação das atividades, 2. a OUVIDORIA, 3. Integração entre
coordenadorias através da coordenadoria da comunicação a partir dos
comentários do Blog.

2- Accountability do CAREL, via: 1. elaboração dos resumos semanas ou
mensais sobre as atividades do CAREL, 2. respostas públicas às
demandas/exigências do REL. pode a accountability via Blog do CAREL e
simultaneamente pelo rel_unb, orkut e no mural do CAREL

3- Em cooperação com a coordenadoria administrativa: 1. reportagem das
atividades das coordenadorias do CAREL no mural do CAREL e nos lugares
visíveis da FA.

4- Em especial cooperação com a coordenadoria acadêmica: 1. Viabilizar
um Espaço_REL_UnB, como uma plataforma virtual ampla de discussões
acadêmicas, tendo em vista as interações acadêmicas entre graduandos
são difusas, desmotivadas e restritas, como não gostaria de que as
aprendizagens acadêmicas caiam na aquiescência, proponho este espaço
virtual; 2. Viabilizar a possibilidade de um jornal REL_UnB, de
distribuição virtual em forma de PDF, a partir dos artigos e opiniões
pelo próprio corpo de graduando, sob menor monitoramento/edição
possível, sem demasiada preocupação formal e polidez, na fase inicial.

a quarta proposta percebi várias ressonâncias. então, queria as
sugestões dos meus colegas de Comunicação e do corpo CAREL em geral.

nome que sugiro para o Blog: CAREL_Log


Link Externo: GRUPO_CAREL, somente para corpo de carel.